Ah liberdade, doce liberdade. Oanseio de qualquer pessoa nesse mundo é a liberdade. Ser livre para fazer o quequiser, poder ir aonde quiser, falar o que quiser, sem prestar conta algumaperante ninguém. Uma pintura magnífica, porem surreal e amedrontadora. Nós todosvivemos assim, nessa busca desenfreada pela liberdade. Eu mesmo estive nessabusca por muito tempo. Achei que ser livre era apenas tomar minhas própriasdecisões. Achei que ser livre era não prestar contas a meus pais e irmão. Acheique ser livre era apenas ser eu. Oh, que tolo que eu era. Ser livre não temnada a ver com isso. Ser livre é totalmente o oposto disso. Mas apenas agora,morando só, numa cidade distante, longe da família, tendo muitasresponsabilidades pela frente, percebo que sempre fui livre. A maior forma deliberdade que existe na face terra é o direito de poder dizer “não”. Animaisdizem “sim” a tudo e a todos. Animais seguem seu instinto e nada muda isso. Umcachorro, por mais domesticado que seja, se sentir-se ameaçado por alguém,avança e ataca. É seu instinto. Ele não pode dizer “não, você é legal comigo,não vou te atacar”, ele apenas ataca. Mas nós não somos assim. Temos o poder dedizer não às coisas. Temos o poder de negar certas coisas que seriam boas paranós, pelo bem de outras coisas. Não seguimos nosso instinto. Isso é ser livre.Sou livre quando deixo de discutir com alguém quando estou certo para evitar umtempo ruim. Sou livre quando digo não a alguém me oferecendo uma cerveja, poisconheço o poder do álcool e quão maléfico ele é. Sou livre quando não falo umpalavrão, pois sei que ninguém merece ouvir palavras tão feias e asquerosassaindo da minha boca. Sou livre quando abdico do meu tempo livre para poder cuidar das pessoas que amo. Sou livre quando dedico meu tempo com minha namorada ao invés de estar apenas em casa dormindo. Sou livre quando digo não às pressões desse mundo. Soulivre quando digo não. Quando simplesmente digo sim a tais pressões e instintos,estou apenas indo conforme o que querem que eu seja. Estou ficando preso aosmeus instintos. Estou me prendendo. Hoje, tarde para muita gente, mas cedo paramim, descobri o que é a verdadeira liberdade. Descobri que sempre fui livre. Eme senti aliviado.
Ninguém é alguém, sozinho.
Se a essência de Deus é o amor, sua natureza é a comunidade. Sendo um Deus único, coexiste de forma perfeitamente harmônica sendo três pessoas, deu-se o primeiro ENCONTRO.
Percebendo a beleza dessa coexistência perfeita, Deus quis multiplicá-la, estendendo a nós a possibilidade de partilharmos consigo dessa relação, deu-se o ENCONTRO mais importante da vida de qualquer pessoa.
Esse ENCONTRO com Deus, nos faz um outro tipo de gente. Gente que enxerga com outros olhos, decide em outras categorias e relaciona-se com profundidade e pessoalidade.
Quem encontra-se com Deus nunca permanece a mesma pessoa. É a partir desse encontro, dessa nova vida e dessa outra consciência que vamos nos encontrando com outras pessoas, nos tornando parte delas e fazendo-as parte de nós, sendo sempre misturados uns aos outros pelo Espírito Santo, e vamos nos tornando mais gente.
Encontrar-se é preciso!!!
Encontrar-se é misturar-se ao outro, tornando o outro um “outro melhor”.
Encontrar-se é incluir o outro em nós, tornando-nos “ uma pessoa melhor”.
Quem se encontra de verdade, tendo como ato fundante o encontro com o Senhor, não encontra-se COM, encontra-se EM, afinal, nesses encontros, vamos nos tornando parte do outro e o outro parte da gente.
EmComOutro, deu-se o verdadeiro ENCONTRO!!!
Segunda, 24 de abril de 1995. Eu era um garoto pequeno, no auge dos meus 5 anos, quase fazendo 6. Lembro como se fosse ontem. Meu pai saía toda manhã para estudar, junto com minha mãe no seminário. Eu, criança do jeito que era, saía pra mais um dia de aula também. Havia acabado de entrar na alfabetização, algo que eu curtia muito. Lembro de sair para a escola, e me lembro do calor que fazia naquela cidade. Não sei por que Curitiba estava tão quente aquele dia, mas lembro que olhei para o lado e via meus coleguinhas todos sedentos esperando chegar a tão esperada hora do recreio, para poder tomar seus refrigerantes. Quando tocou o sonhado sinal, fiquei muito feliz. Primeiro por que era um sinal de liberdade, já que eu estava livre para ir pro parquinho (não havia playgrounds naquela época). Mas quando olhei meus coleguinhas lanchando e vi um deles tomando um refrigerante. Mas não era qualquer refrigerante. Era uma garrafinha de Mirinda.
Ah Mirinda, sua linda. Meu segundo refrigerante preferido. Aquela visão me deixou com muita sede. Não resisti e pedi um gole pro meu colega, já que a gente compartilhava tudo naquela época (acho que nunca me devolveu minhas borrachas, mas não ligo, não é esse o ponto). Ele olhou pra mim e disse: “Não!” e saiu. Fiquei parado, naquele sol, com sede, vendo meu segundo refrigerante predileto se esvair tão facilmente. Senti-me mal naquele momento. Voltei sonhando pra minha classe buscar minha lancheira (onde foi que eu perdi essa mania de usar lancheira? Ia ser muito bom ter uma aqui agora). Abri minha lancheira, coloquei meu pão com queijo de um lado, e vi minha garrafinha térmica, olhando pra mim. Resolvi tomar um pouco daquele Ki-suco que minha mãe tinha feito pra mim. De repente, um milagre. Meu refrigerante favorito desceu pela minha garganta. 7-up, seu megalindo. Foi uma das melhores sensações que havia experimentado nos meus parcos 5 anos e meio de vida. Fiquei tão feliz que comi rapidamente o pão, pra poder saborear meu 7-up. Nesse momento bate o sinal de volta pra sala, e meu dia some da mente. Não lembro mais nada. Apenas o 7-up.
Ah Mirinda, sua linda. Meu segundo refrigerante preferido. Aquela visão me deixou com muita sede. Não resisti e pedi um gole pro meu colega, já que a gente compartilhava tudo naquela época (acho que nunca me devolveu minhas borrachas, mas não ligo, não é esse o ponto). Ele olhou pra mim e disse: “Não!” e saiu. Fiquei parado, naquele sol, com sede, vendo meu segundo refrigerante predileto se esvair tão facilmente. Senti-me mal naquele momento. Voltei sonhando pra minha classe buscar minha lancheira (onde foi que eu perdi essa mania de usar lancheira? Ia ser muito bom ter uma aqui agora). Abri minha lancheira, coloquei meu pão com queijo de um lado, e vi minha garrafinha térmica, olhando pra mim. Resolvi tomar um pouco daquele Ki-suco que minha mãe tinha feito pra mim. De repente, um milagre. Meu refrigerante favorito desceu pela minha garganta. 7-up, seu megalindo. Foi uma das melhores sensações que havia experimentado nos meus parcos 5 anos e meio de vida. Fiquei tão feliz que comi rapidamente o pão, pra poder saborear meu 7-up. Nesse momento bate o sinal de volta pra sala, e meu dia some da mente. Não lembro mais nada. Apenas o 7-up.
Na nossa vida, por diversas razões e fatores, ficamos sedentos. Ansiamos algo que venha a nos preencher e nos saciar e nos dar prazer. Quando olhamos nossos amigos, família, ou qualquer pessoa, com suas ‘Mirindas’, seja em forma de dinheiro, seja em forma de posses, de alegria, ou qualquer outra coisa que esteja satisfazendo, e nos pegamos ansiando tais coisas. Olhamos e pensamos que aquelas ‘Mirindas’ se encaixam perfeitamente na nossa vida, e passamos a desejar as ‘Mirindas’ alheias. Mas Deus, nosso paizão, já colocou em nossas vidas o ‘7-up’. Já nos deu aquilo que mais desejamos. Apenas não o vimos ainda. Deus nos conhece, sabe o que mais necessitamos e almejamos, mas também sabe o que nos alegra e nos dá prazer. Resta-nos apenas descobrir onde está sua garrafinha térmica e aproveitar aquilo que Deus nos dá. Curta cada bênção dada por Deus, mas sem desejar as bênçãos do outro. Deus nos trata de uma forma tão única e singela pra copiar bênçãos. Aproveite hoje sua benção. Seja uma Coca, uma Pepsi, uma Mirinda ou um 7-up.
“Como Deus é maravilhoso! E que bênção ele é! Ele é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que nos leva aos mais elevados lugares de bênção.” Efésios 1:3
Bless
(Se você não lembra de nenhum desses refrigerantes, sinto muito. Eram ótimos.)
(Se você não lembra de nenhum desses refrigerantes, sinto muito. Eram ótimos.)
